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AstroGeek Reviews: Doutor Estranho | Astrogeek
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AstroGeek Reviews: Doutor Estranho

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Fala, galera! Tudo sussa? Vamos iniciar, agora, a nossa sessão de reviews dos filmes mais aguardados do cenário geek/nerd que todos nós curtimos! Já estávamos fazendo isso em nosso canal do YouTube e página do Facebook, mas vamos passar a publicar aqui, também.

Sem mais delongas, vamos ao tão esperado filme da Marvel: Doutor Estranho! *Alerta: pode conter spoilers*

Pela ótica de quem ainda não conhecia o personagem muito bem, vulgo: eu, o filme ficou incrível. Desde a primeira cena, onde vemos a Anciã (Tilda Swinton) tendo seu primeiro embate contra Kaecilius (Mads Mikkelsen), vilão criado para o próprio filme, até a última cena pós-créditos, onde somos apresentado ao próximo vilão. Portanto, aproveito a deixa para avisar quem ainda não viu que o filme: São DUAS cenas pós-créditos, galera. Fiquem até o final, mesmo!

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Kaecilius

A introdução do personagem Stephen Strange (Benedict Cumberbath) ficou ótima. Nem precisamos de muito tempo para saber o quão arrogante ele é, tanto que o mundo dele vira de cabeça pra baixo em pouquíssimo tempo, para que possamos ser introduzidos ao ponto chave da sua apresentação. Mesmo não tendo muitas descrições de passagem de tempo, vemos o quanto ele sofre por perder o sentido de sua vida, que é ser o melhor neurocirurgião que existe, num acidente de carro. O Benedict Cumberbath está perfeito como o personagem, nos levando em todas as nuances e entregando uma atuação digna e à altura do personagem. Além disso, os personagens coadjuvantes apresentados nessa fase, como a Dra. Christine Palmer (Rachel McAdams) e não são desperdiçados. Vemos que todos eles têm um propósito e esse propósito é cumprido.

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Quando somos levados à sua jornada à Katmandu, Nepal, podemos ver que o filme não perde o seu ritmo e somos muito bem apresentados ao Kamar-Taj, lugar onde Strange acredita que será curado após ouvir a história de um paciente que ele se recusou a tratar, chamado Jonathan Pangborn (Benjamin Bratt) que havia perdido todos os movimentos do seu corpo, se recuperou milagrosamente. Nisso, somos apresentados ao culto de magos liderado pela Anciã e, de quebra,vemos a incrível cena onde Strange acaba vendo que a sua prepotência era o seu maior inimigo e que ele realmente não sabia de nada. Os efeitos usados na cena onde a sua mente é “expandida” foi um espetáculo visual à parte. Toda essa parte do treinamento onde ele precisa esquecer de tudo para aprender tudo, onde somos apresentados aos seus companheiros Karl Mordo (Chiwetel Ejiofor) e Wong (Benedict Wong), fora o desenvolvimento com a Anciã ficou muito bem construída, com apenas a ressalva do humor que ora funcionava, ora ficava forçado, mas não foi nada que atrapalhasse o desenrolar da trama. Também somos apresentados ao Olho de Agamoto, artefato mágico importantíssimo não apenas para o filme, mas para todo o Universo Cinematográfico da Marvel.

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Karl Mordo / Wong

Após isso, Kaecilius e seus seguidores retornam à trama e somos introduzidos ao real vilão do filme, o demônio Dormammu, que quer consumir os mundos com sua dimensão negra. Vemos que Kaecilius não acredita estar fazendo mal, mas sim querendo trazer a verdade de que essa dimensão traz vida eterna e será benéfica a todos. Apesar de termos uma filosofia já usada em muitos filmes, é algo que funcionou muito bem na trama. Também vemos muito mais cenas de ação e magia dimensional, vemos os poderes de Strange se fortalecendo e ele recebendo mais um item mágico, a carismática Capa de Levitação. Outro ponto a se lembrar é que temos uma mega referência ao Universo Marvel em uma das armas do seu companheiro Mordo, o Bastão do Tribunal-Vivo, um personagem importantíssimo dos quadrinhos. Neste ato, é apresentada a verdadeira missão dos magos da ordem da Anciã, que é defender o mundo das ameaças místicas, ou seja, expandindo ainda mais o Universo Cinematográfico da Marvel de forma magistral. Então, somos levados para as grandiosas cenas de ação, com direito a efeitos visuais impecáveis e de tirar o fôlego, que tanto gostamos de ver nos trailers. Ponto para a Marvel por não ter entregado todo o jogo! Vemos que os poderes dos magos são realmente incríveis e o trabalho da equipe de efeitos merece ser recompensado. Até agora, particularmente, ainda estou me perguntando “mas como?”. Mesmo depois de tantos e tantos efeitos, essa galera ainda consegue se renovar e criar mais coisas impressionantes.

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Agora, para parar de contar tudo o que acontece, o filme tem um final ótimo, com direito a uma cena icônica que já virou meme entre o Doutor Estranho e Dormammu e mais efeitos belíssimos. Mesmo não tendo muita ação, foi algo à altura do personagem e totalmente de acordo com a proposta do filme. A evolução que temos do protagonista ficou algo realmente bem trabalhado e, em sua primeira cena pós-créditos, vemos um pouco  de sua serventia na franquia dos Vingadores. Na segunda cena, já temos a certeza que teremos o Doutor Estranho 2!

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Em suma, Doutor Estranho foi mais um sucesso da Marvel! É um filme que é diversão garantida e um ingresso 3D muito bem pago. De visual impecável, roteiro excelente e personagens muito bem trabalhados. Mesmo seguindo a fórmula Marvel rigorosamente, ele é um ótimo acréscimo aos filmes de heróis. Só o que ele deixa a desejar, que é algo que acreditamos que será feito no próximo filme, é ir além, pois o potencial desse filme, assim como a Anciã nos mostra sobre a mente, é infinito!

Nota: 9/10

 

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