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AstroGeek Reviews: Animais Fantásticos e Onde Habitam | Astrogeek
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AstroGeek Reviews: Animais Fantásticos e Onde Habitam

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E aí, queridos potterheads? Como vocês estão? Finalmente estamos trazendo o nosso review sobre o tão aguardado Animais Fantásticos e Onde Habitam!

Para quem já assistiu o nosso vídeo de review semanal, eu, Bruno, que vos escrevo esse review, já havia ido assistir esse filme na estreia, mas só assistindo uma vez não dá pra pegar tudo o que a trama nos oferece. Então, após assistir pela segunda vez, cá estou eu trazendo essa singela “crítica” escrita com todo o meu coração potterhead!

Primeiramente, eu quero alertá-los de possíveis spoilers neste review, portanto, recomendo categoricamente que você, caso não tenha assistido, assista o filme.

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Agora, eu preciso dizer que esse filme ficou ESPETACULAR! Sem medo de exagerar, eu já deixo bem claro que é impossível ir assistir a esse filme e não sair com um sorriso imensamente satisfeito no rosto. Sim, eu sei que teve gente que não curtiu o filme e eu não sei porquê, mas a J.K. Rowling, mesmo sendo seu primeiro roteiro para o cinema, deu um show de trama bem estruturada que já era de se esperar. Conseguiu construir um roteiro impecável, com diálogos soberbos, personagens magistralmente estruturados e nos trazendo de volta ao mundo mágico com tudo o que temos direito, desde referências à obra principal até a conteúdos inteiramente novos.

Outro ponto fortíssimo foi a produção do filme, desde a construção de um cenário maravilhoso de Nova York nos anos 20 até toda a parte de efeitos visuais para a produção dos animais mágicos que são incluídos no filme. Galera, que coisa maravilhosa que é aquele Pássaro-Trovão?

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A trama não possui nenhum furo. Tudo o que é apresentado na história se liga em algum canto. O mais legal de tudo é que ela funciona tanto para quem já está familiarizado com o mundo de Harry Potter quanto para quem não conhece, ainda mais pelo fato de ser um filme introdutório à nova franquia.

Os personagens são um espetáculo à parte. Mais uma vez vemos o melhor de J.K. Rowling diante dos nossos olhos. Eddie Redmayne,  Katherine Waterston, Dan Fogler, Alison Sudol, Colin FarrellEzra Miller são perfeitos para os seus personagens. Quem é potterhead vai entender o que eu vou comentar agora: o Newt Scamander (Eddie Redmayne) nos é apresentado como um Lufano incrível, mas com uma excentricidade digna de um Corvino. O personagem, que até então nós não conhecíamos pessoalmente, funciona perfeitamente. O amor com que ele cuida das criaturas enche os olhos. Jacob Kowalski (Dan Fogler), o não-maj/trouxa, é, nada menos, do que a personificação de todos nós que queríamos fazer parte desse universo. Porpetina “Tina” (Katherine Waterston) e Queenie (Alison Sudol) Goldstein são uma dupla de protagonistas femininas incrível, cada uma com suas particularidades que casam completamente com Newt e Jacob. O romance apresentado no filme se encaixa magistralmente à trama, pela forma que vai sendo desenvolvido e inserido no contexto, principalmente entre Queenie e Jacob, que é a construção de uma possível família mestiça num país onde o relacionamento de pessoas mágicas e não-mágicas é mau visto. Percival Graves (Colin Farrel) é o típico personagem que te deixa de boca aberta todas as vezes que aparece, pois ele é tão poderoso que te surpreende, ainda mais do jeito que seu personagem vai sendo trabalhado na trama até o final onde ele se insere na reviravolta crucial do filme e também onde ele está ligado ao Creedence Barebone (Ezra Miller) que é outro personagem imensamente bem construído e bem interpretado. Resumindo, o elenco está impecável. Eu poderia ficar muito mais tempo falando dos demais personagens, mas eu me estenderia muito mais do que estou fazendo agora, digo apenas que não existe desperdício de personagem em momento algum do filme e isso já é fenomenal.

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A construção dessa parte do universo é outra coisa linda de se ver, desde a parte não-mágica até todos os outros pontos, que a J.K. Rowling foi se dando ao trabalho de estruturar desde antes do filme sair, como a apresentação do Congresso Mágico dos Estados Unidos da América, o MACUSA e da Escola de Magia e Bruxaria de Ilvermorny, que você, caso não conheça, pode saber tudo sobre no Pottermore. A maneira como tudo se encaixa é formidável. Os novos perigos criados como os Segundos Salenianos, a associação não-maj/trouxa que quer acabar com os bruxos; os Obscurus e Obscuriais e, claro, Gerardo Grindelwald (Johnny Depp), que foi incrível em suas duas aparições. A maneira como os eventos vão se desenrolando ficou ótima e já temos ganchos ótimos para a sequência que virá em 2018.

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A minha única ressalva é que, pelo fato do filme se chamar “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, ele acaba perdendo o ritmo em alguns pontos para se dedicar a essa proposta de falar dos animais, apresentá-los e mostrar a relação entre eles e Newt e como ele escreveu o livro porque, apesar disso, ele também se propõe a mostrar os eventos que ocorreram quando Gerardo Grindelwald, bruxo das trevas mega poderoso que se ergueu antes de Voldemort, estava chegando ao seu auge, mas isso não atrapalha o filme nem um pouco. É um ótimo complemento e serve para estruturar o protagonista. Alguns dizem que o filme se perde aí. Eu não concordo, eu vejo que o filme tem algumas oscilações no ritmo, mas nada fica perdido.

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Por fim, temos o ponto do diretor David Yates, que desagradou a muitos com seu trabalho nos quatro últimos filmes de Harry Potter, porém, deu um show nesse filme. Ele arrancou as melhores interpretações dos atores, nos deu sequências ótimas de ação e conduziu as cenas de maneira magistral. Parabéns, David! Você se redimiu!

E aqui vai a minha nota: 9,5/10!

Concorda? Discorda? Algo à acrescentar? Pois é só comentar as suas opiniões aqui embaixo e compartilhar esse review com os amigos. Aproveito para acrescentar que esse review é apenas um pouquinho do que vai rolar na nossa live de review semanal dessa sexta, dia 25/11, às 16:00, no nosso canal do YouTube, então, aproveitem para participar com a gente, também!

Até a próxima! Nox!